São Petersburgo

05/12/2017 16:19 Europa
São Petersburgo

À beira do Mar Báltico, a linda cidade nasceu de um sonho de grandeza do czar Pedro, o Grande, há mais de 300 anos. A aristocracia russa tinha pendores iluministas, falava francês e queria a sua própria Paris. Daí surgiram palácios magníficos, jardins como o de Luxemburgo, igrejas que se assemelham ao Vaticano, belos acervos de arte.

Fundada em 1703 por Pedro, o Grande, para defender o território russo dos ataques da Suécia, recebeu o nome São Petersburgo em homenagem ao apóstolo Pedro, por quem o czar tinha devoção. Em 1914, a então capital russa perdeu seu germânico nome para ser rebatizada por outro mais nacional: Petrogrado. Em 1924, a morte do maior líder bolchevique, Vladimir Lenin, mudou mais uma vez o nome da metrópole. A cidade símbolo dos czares passou a ser chamada Leningrado.

O Forte de São Pedro e São Paulo, construído para deter os ataques suecos no século 18, tem igrejas, túmulos e algumas das celas mais famosas da Rússia, onde ficou presa gente do porte de Alexis, filho do próprio Pedro, o Grande.

Dois de seus museus são imperdíveis: o Hermitage, onde há 150 mil obras de artistas como Matisse e Kandinsky, e o de cera do Palácio Beloselski, que conta de maneira lúdica a história do país. A cidade é famosa também por seu ótimo jazz. Vá conferi-lo no JFC, enquanto saboreia as ótimas vodcas russas.

Um dos maiores museus de arte do mundo, o Hermitage, em São Petersburgo, tem um acervo de mais de 3 milhões de peças. Coleção iniciada pela czarina Catarina, a Grande, que recebeu os conselhos dos iluministas franceses Voltaire e Diderot.

O museu fica no antigo Palácio de Inverno, residência oficial dos czares russos e faz parte de um complexoque inclui o Teatro (fechado à visitação), o Grande Hermitage, o Pequeno Hermitage e o Novo Hermitage.

As fachadas são obras de arte que atraem as câmeras dos milhares de turistas que visitam o museu diariamente. O Hermitage é considerado patrimônio arquitetônico mundial. Lá dentro, El Greco, Raphael, da Vinci, Cézanne, Rembrandt, Renoir, Picasso são apenas alguns nomes que enchem suas 1.057 salas. A do trono é a dedicada aos heróis russos que combateram na guerra napoleônica, são imperdíveis, como admirar as escadarias, janelas, assoalhos originais, tetos, lustres que compõem a decoração do museu.