Paris

24/09/2015 14:16 Europa
Paris

Tudo o que contam sobre Paris é verdade. Poucos lugares do planeta marcam um antes e um depois tão claro na vida de quem a visita. Habitada por 2,3 milhões de pessoas – sem contar a zona metropolitana –, a capital da França não foi presenteada com uma geografia que a diferenciasse especialmente por sua beleza natural, como o Rio de Janeiro ou Veneza, por exemplo. Mas seu conjunto arquitetônico deslumbrante, o charme de suas ruas e avenidas e seus imponentes monumentos lembram o turista a todo momento que ele está diante de parte do melhor que o ser humano foi capaz de construir – e preservar. Restringindo-se ou não ao clássico circuito Louvre-Torre Eiffel-Arco do Triunfo-Champs Elysées, a pé, de metrô ou de bicicleta, o que não falta é local bonito para conhecer – tanto para notívagos quanto para quem acorda cedo, como ressalta Adriana, a personagem de Marion Cotillard em Midnight in Paris, filme de Woody Allen que celebra as maravilhas da cidade. Paris tem muita informação em cada esquina, cada pequeno café, cada impecável bulevar. Uma quantidade de atrativos que se equipara à sua riqueza humana, fazendo do encontro entre o multiculturalismo dos milhões de imigrantes e o orgulho e a elegância dos parisienses um programa imperdível por si só.

Para os que apreciam artes plásticas, depare-se com obras-primas em museus imperdíveis como o Rodin, o Quai-Branly, o Instituto Georges Pompidou e o magnífico d'Orsay e sua vasta coleção de impressionistas. Já em salas como a Bastille e a Opera Garnier você encontrará magníficas produções de dança e música. Do profano ao sagrado não deixe de visitar joias da arquitetura sacra na pequena, mas estonteante, Saint-Chapelle, ou na icônica Sacre Coeur, no bairro boêmio de Montmartre. Quando as pernas clamarem por um descanso, sente-se num banquinho em lugares charmosos como o Jardim das Tulherias - entre o Louvre e a Champs-Elysées, a aristocrática Place des Vosges ou os concorridos Jardins de Luxemburgo. Locais um pouco menos lotados, mas que definitivamente merecem uma visita são o Instituto do Mundo Árabe, o parque La Villette e os museus Carnavalet e Cluny, todos eles mostrando uma faceta diferente da cidade. Por fim, caso você realmente queira descobrir um lado oculto de Paris, reserve um tempo para atrações curiosas como seus curiosos Esgotos, as sinistras catacumbas e o 'popular' cemitério Père-Lachaise.

 

Gastronomia: Uma visita a Paris não é completa sem apreciarmos sua maravilhosa cozinha. De um café no boulevard Saint St. Germain a um bistrô escondido no Marais, de um três estrelas Michelin a uma tentadora boulangerie, aqui a gastronomia possui o status de arte. O ratatouille e o escargot podem até serem os pratos dos turistas, mas não deixe de experimentar os menu du jour nos almoços. Existem muitas variantes, mas a preços bem convidativos você pode ter uma entrada, um prato principal, uma sobremesa, uma taça de vinho da casa e um café. Ou simplesmente faça como muitos parisienses e monte um sanduichão com uma baguette fresquinha, sente-se às margens do Sena e aprecie a fantástica paisagem. Com um bom vinho e muito bem acompanhado!

Dentre as opções clássicas estão o Le Procope, o restaurante mais antigo da cidade, o Le Tour d'Argent e sua competente adega e o antigo café Deux Magots, em Saint Germain de Prés.

 

O que fazer:

Atrações em Paris - museus, igrejas, parques, compras, parques temáticos, monumentos, construções históricas, centros culturais, shows, eventos, passeios, castelos, palácios, jardins.

Nunca haverá tempo suficiente para conhecer Paris. Boa parte das grandes atrações estão ao longo do Rio Sena:

 

Torre Eiffel: Possivelmente o ícone turístico mais reconhecível do mundo, a Torre Eiffel, de 324 metros de altura (contando sua antena de TV) chegou a ser demonizada à época de sua construção, para a Exposição Universal de 1889. Os críticos, entre eles muitos artistas, não concebiam a moderníssima estrutura de quase 10 mil toneladas de ferro fazendo parte do skyline da capital. A obra de Gustave Eiffel nunca deixou de ser debatida, mas hoje seria impossível imaginar a beleza e a variedade arquitetônica parisiense sem o monumento, seu principal cartão-postal e até hoje já visitado por aproximadamente 250 milhões de pessoas (75% delas não francesas).

A torre possui duas plataformas de observação, uma no segundo andar (115 metros de altura) e outra no topo (324 metros). Para chegar à plataforma superior paga-se um valor adicional, mas de lá é possível ter uma vista de 360 graus da capital parisiense e de seus arredores. Nos dias de céu limpo, o panorama pode chegar a mais de 60 quilômetros de distância. Para se chegar aos dois primeiros andares (o primeiro está a 57 metros do solo), é possível subir as escadas, totalizando 704 degraus. Aos seus pés estarão, prontamente reconhecíveis, os jardins do Campo de Marte e da Escola de Militar (no lado sudeste) -- onde estudou o jovem cadete Napoleão Bonaparte -- e o edifício em forma de abraço do Palais Chaillot (noroeste). Um pouco mais distante será possível reconhecer as Tulherias, o Arco do Triunfo, a cúpula do Hotel des Invalides e o Sacre Coeur.

No topo da Torre Eiffel há um bar que serve champanhe, enquanto que no segundo andar fica o estrelado (e caríssimo) restaurante Jules Verne. No primeiro andar, além do restaurante 58 Tour Eiffel, está uma pequena exposição sobre a história de Gustava Eiffel e da própria torre.

 

Saint-Chapelle: Não daria para esperar menos capricho de uma igreja construída com o objetivo de armazenar relíquias como a suposta coroa de espinhos de Jesus Cristo – hoje na Catedral de Notre Dame. Pois o rei Luís IX, que comprou dos venezianos o objeto sagrado, não economizou recursos e esforços para erguer a Saint Chapelle, no coração da Ilê de la Cité. Foram apenas sete anos entre o começo de sua construção e a sagração, em 1248. É considerada uma obra-prima do estilo gótico inicial. Os tetos circulares pintados de azul, cercados por alguns dos vitrais mais antigos da França, são um deleite visual tanto na capela inferior quanto na superior, onde só as janelas medem 15 metros de altura.

 

Museu do Louvre: Frequentemente vencedor em rankings dos museus mais visitados do mundo – a média das últimas listas é superior a 8 milhões de pessoas anuais –, esse palácio do século 12 foi convertido na meca da arte em 1793, quatro anos após a Revolução Francesa. Entre as mais de 35 mil obras em exibição no Museu do Louvreestão nada menos que a Vênus de Milo, escultura de autor desconhecido, e a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci – esteja preparado para enfrentar multidões, especialmente em torno desse quadro, que surpreende muitos pelo diminuto tamanho. Obviamente, tamanho não é documento, pena que não é possível observar esta preciosa obra-prima com toda calma, silêncio e veneração que lhe seria necesário.

São mais de 60 mil metros quadrados de área nesse gigantesco acervo de arte de inúmeras épocas e culturas do mundo, por isso vale reforçar a premissa de que o ideal é reservar mais de um dia para a visita.

A visita ao Museu do Louvre já começa de forma teatral, com a pirâmide de vidro do arquiteto sino-americano Ieoh Ming Pei dando as boas-vindas aos turistas e apreciadores de arte. A solução encontrada por Pei não só ofereceu um novo cartão-postal à Paris, mas também uma tão aguardada entrada (decente) para o edifício. Além disso, inundou de luz todo o Hall Napoleon e deu ainda mais crédito ao amalucado livro de Dan Brown, O Código da Vinci.

 

Catedral de Notre Dame: É o marco zero de Paris, já que é a partir de uma pedra colocada diante da Catedral situada na Île de la Cité que se contam as quilometragens das principais estradas francesas. A Catedral de Notre Dame começou a ser construída em 1163, no local onde antes havia outra igreja, sob o comando do então bispo de Paris, ávido por consolidar a imagem da cidade como polo religioso, cultural e intelectual do período. E o resultado da obra, executada em portentoso estilo gótico francês, foi satisfatório o suficiente para que, ao menos nos sete séculos seguintes (até a Revolução), a catedral fosse sinônimo do catolicismo parisiense. O impacto visual começa por suas dimensões – 130 metros de profundidade, 48 de largura e 35 de altura, o que a torna apta a acomodar até 6 mil pessoas – e se desdobra em cada detalhe da edificação (que demorou quase dois séculos para ser concluída) e da coleção de obras de arte que comporta, entre vitrais, quadros e esculturas.

A Notre Dame testemunhou alguns dos grandes eventos da história francesa, tais como a coroação de Napoleão como imperador em 1804 e a beatificação de Joana D’Arc em 1909 (representada em uma estátua no interior da igreja). Também está guardado em seu relicário nada menos que a suposta coroa de espinhos de Jesus Cristo, exibida aos visitantes na primeira sexta-feira de cada mês.

 

E muitas outras atrações histórica, não deixe também de explorar as suas grandes galerias e lojas que oferecem as grandes grifes, praças charmosas, monumentos como o Arco do Triunfo e o boêmio bairro de Montmartre. 

 

Fonte: Viagem e Turismo