Cristo Redentor faz 84 anos: veja números e curiosidades do monumento

14/10/2015 10:13 América do Sul
Cristo Redentor faz 84 anos: veja números e curiosidades do monumento

Eleito a melhor atração do Brasil e uma das dez melhores do mundo, o Cristo Redentor completou 84 anos nesta segunda (12). O monumento cartão-postal do Rio de Janeiro, que também é uma das Sete Maravilhas do mundo moderno, recebe milhares de turistas anualmente. Só a Estrada de Ferro do Corcovado, uma das formas de visitar a estátua, leva mais de 600 mil pessoas a cada ano.

 

Veja números e curiosidades do monumento:

 

Grandiosidade

Com altura total de 38m (oito deles só para o pedestal), o Cristo Redentor equivale a um prédio de 14 andares. Cada pé da estátua mede 1,35m, os braços somam 28m de largura e a cabeça tem 30 toneladas: o mesmo peso de 31 carros populares juntos. A parte interna do monumento, usada apenas pela equipe de manutenção, tem 12 platôs ligados por escadarias, formando andares que levam para tampões, que se abrem nos braços e na cabeça do Cristo. Como a única porta de acesso à parte interna do Cristo está a oito metros do solo, não é possível entrar nele sem antes escalar um andaime.

 

Ele tem coração

Já reparou que o Cristo Redentor tem um discreto coração? Representando a imagem estilizada do Sagrado Coração de Jesus, ele mede 1,30m e é a única parte do monumento que é projetada para o interior da construção. Segundo o site oficial do Cristo Redentor, o engenheiro mestre de obras Heitor Levy e o engenheiro fiscal Pedro Fernandes Viana colocaram, nesta área, um frasco de vidro com a árvore genealógica de suas famílias dentro.

 

Pago pelo povo

O monumento foi totalmente construído com o dinheiro do povo: duas campanhas de arrecadação foram feitas entre os brasileiros. Na época, o Cristo Redentor custou 2.500 contos de réis, o que equivaleria a aproximadamente R$9,5 milhões, gasto bem menor do que os 60 mil contos de réis da Estátua da Liberdade. A obra demorou nove anos para ficar pronta.

 

Prova de resistência

A estátua foi projetada para resistir a ventos de até 250km/h, uma média quatro vezes maior do que a registrada na época de sua construção. Segundo seu site oficial, o monumento suportaria até mesmo os ventos de um furacão de categoria 5, como o Katrina, que atingiu os Estados Unidos em 2005.

 

Redesenhado

No plano original, Cristo seguraria uma cruz na mão esquerda e um globo terrestre na mão direita. O projeto foi apelidado pelo povo como "Cristo da Bola" e ganhou duras críticas na mídia, até ser redesenhado e ganhar os traços que o mundo conhece hoje.

 

Parte por parte

O corpo da estátua foi construído no Brasil, como se fosse um prédio. Mas a cabeça e mãos foram moldadas em Paris, em tamanho real. Elas foram trazidas em partes separadas e numeradas (eram 50 da cabeça e oito das mãos), para a montagem ser feita em solo brasileiro. O monumento é revestido de pedra-sabão, que é maleável e resistente à erosão. Para isso, o material foi cortado em milhares de triângulos, depois colados à mão sobre um tecido e finalmente ser aplicado na estátua. As senhoras que colaram as pedras no tecido aproveitaram para escrever os nomes de seus familiares no verso dos triângulos de pedra-sabão.

 

Restaurar é preciso

Um grande esforço é empregado para manter o monumento sempre belo e encantador aos turistas - inclusive aos visitantes ilustres, como Papa João Paulo 2º, Princesa Diana e família Obama, entre outros. Em 2010, uma grande restauração foi realizada. Além de ser lavado, o Cristo Redentor teve reparos e substituições da estrutura interna de ferro ao revestimento (para este último, pedaços de pedra-sabão foram retirados da mesma pedreira usada para a estátua original). O monumento também tornou-se à prova d'água. Durante este trabalho, o Cristo foi pichado por jovens que invadiram o local. Além do vandalismo, o Cristo sofre com raios durante fortes tempestades. Em fevereiro de 2008 foram registrados danos nos dedos, cabeça e sobrancelhas. Em janeiro de 2014 (foto), um dedo na mão direita foi destruído pela mesma razão.

 

Fonte: Uol Viagem